9 de dezembro de 2011

Um erro em comum


Só quero moldar a forma certa para dizer que dói tentar tudo de novo, mais uma vez do jeito errado. Do jeito estúpido, paranóico... Inibindo talvez a nossa verdadeira ligação e desperdiçando a chance de estar livre, sem sofrimentos, sem lágrimas, sem textos tempestivos da madrugada, sem com que nós dois precisássemos fazer parecer que a dor era maior do que ela realmente costumava ser.

Teu abraço me confortou algumas vezes e mesmo sabendo que o vazio não tenha sido preenchido com deveria, teu silêncio diminuiu o ardor sem fim que meu coração carregava. Você me ouvia... Você me entendia... Mas nós não fazíamos ideia do que era amar.

Foi assim, não te esperando e nem querendo pensar que um dia você existiria que tentei fazer de você um príncipe amador, desencantado, como sempre quis. Foi assim tentando acertar sempre, que nós deixamos essa paixão inútil ser o maior erro que nós cometemos juntos. Foi assim, transformando sonhos em apenas ideias superficiais, que nós dois morremos um dentro do outro. 


Sem sentido algum. 
Apenas para não passar em branco
 todas as minhas paixões inúteis,
 dignas de uma dose de esquecimento.


2 comentários:

  1. Adorei o texto. Muito bom mesmo. Suas palavra são muito inspiradas e bem pensadas. Sentimentos puros em cada frase. Já sigo-te pequena.

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