24 de outubro de 2011

Desligando um coração


Por casualidade, me peguei pensando em você, nos momentos bons que não passamos juntos e na minha dor que, quase sempre, não era tamanha como sempre fiz questão de mostrar.

Eu era o veneno. Aquele que te cegou e fez de você uma armadura enferrujada querendo encontrar apenas um motivo para me fazer feliz. Um veneno tão amargo que não surpreenderia a ninguém caso você me abandonasse quando sentisse seu coração arder e não lembrasse como respirar, porque eu estava te matando aos poucos.

Nunca tive um coração elucidativo, que sentisse e que não perdesse o encanto da espera. Na verdade nunca tive um coração como o da maioria dos jovens que transborda amor, detesta os solenes e que tem súbitas atrações pelo estranho. O meu coração simplesmente não funcionava como deveria,  apenas batia. E se fosse para bater sem sentir, era melhor que ele, fosse desligado.

Odeio admitir mas, minhas doses excessivas de veneno reviradas entre o seu sentimento, fizeram efeito. Tenho a culpa pelo que você se tornou hoje. Eu fui o erro. E honestamente, temo que você não tenha se tornado o erro de alguém também.

2 comentários:

  1. "E se fosse para bater sem sentir, era melhor que ele, fosse desligado."
    A melhor parte sem dúvidas, porque acho que me identifiquei. Continue com as postagens, Lyv! :)

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  2. Fico feliz que tenha se identificado, e honestamente, também achei a melhor parte, porque a parte que mais tem algo de mim, embora todas os sentimentos expostos sejam meus, e verdadeiros. Vou continuar com as postagens, sim doce.

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